Últimos dias pra conferir a retrospectiva dos primeiros anos de Keith Haring, em cartaz no Brooklyn Museum até domingo, dia 08. Keith Haring 1978-1982 cobre o período em que o artista começou a desenvolver sua linguagem visual, de iconografia simplificada e quase infantil, tanto no estúdio, quanto nas ruas de Nova York. A mostra exibe mais de uma centena de cartazes, desenhos, vídeos, fotografias, diários, e até painéis retirados do metrô, a maioria, raramente exibidos. A exposição desvenda uma fase altamente sexualizada e política do artista, em que ele já empregava conscientemente a simbologia que se tornaria sua marca registrada nos anos seguintes. Keith Haring 1978-1982 surpreende especialmente porque revela não só a consistência do traço, mas também a clareza de conteúdo e objetivos dos projetos de Haring desde o princípio, característica que o definiu como um dos artistas mais importantes e populares da nossa geração.
Esse talvez seja meu terceiro ou quarto post sobre fotos e posters de rock, mas azar, it’s fun, right? Até 19 de agosto, a Steven Kasher apresenta lado a lado Laura Levine: Musicians e Rude and Reckless: Punk/Post-Punk Graphics, 1976-82. É nessas horas quando eu lembro que queria ter vivido na Nova Iorque dos anos 70/80.
Levine documentou a cena musical da cidade um pouco mais tarde, entre os anos 80 e 90, clicando Bjork, REM, The Clash, Afrika Bambaataa, Madonna, Beastie Boys e Iggy Pop, entre tantos outros. Foi editora da New York Rocker e colaborou pra Rolling Stone, Spin, Village Voice e New York Times. Levine parou de fotografar em 1994, pra se dedicar a outras mídias; desde então, essa é a primeira individual da artista numa galeria da cidade.