Bianca Casady nasceu no Havaí e nunca passou por uma escola de arte. Na verdade, ela deixou o colégio aos 16 anos e tudo o que aprendeu de dança, música e arte foi por conta própria. Hoje, além da meio-folk-meio-freak CocoRosie, banda que formou com sua irmã em 2003 em Paris, Casady desenvolve trabalhos em desenho, colagem, fotografia, vídeo e instalação.
Em Daisy Chain, em cartaz na Cheim & Read até 8 de setembro, a artista discute principalmente questões de gênero e sexualidade, transformando corpos femininos em masculinos e vice-versa. Em sua maioria, são personagens cujas posições dos corpos confrontam o espectador, às vezes o seduzindo, às vezes o desafiando. Além disso, as conotações sexuais a que o título infere são evidentes não só no encadeamento simbólico das imagens, mas também no volume quase compulsivo de trabalhos que se associam uns aos outros por formas e temas. Atuando em múltiplas mídias, a imaginação de Casady se revela explosiva e insaciável.
Chama-se Fortress to Solitude o novo projeto no qual eu estou trabalhando desde fevereiro com o curador e artista argentino Guillermo Creus aqui em Nova York. A ideia do Guillermo, que eu abracei sem hesitar, foi criar um espaço online onde pudéssemos exibir e vender arte bacana a preços camaradas. O site entrou no ar na semana passada, e na sexta-feira o inauguramos oficialmente com a exposição The Artist Editions, onde apresentamos nosso primeiro grupo de artistas. A mostra incluiu trabalhos dos nova-iorquinos Michael Anderson e Ellen Warfield, da francesa Anne Deleporte, do dinamarquês Søren Dahlgaard, e dos brasileiros Romy Pocztaruk e Dulphe Pinheiro Machado.
The Artist Editions também fez parte do Bushwick Open Studios, um festival anual em que mais de uma centena de galerias e artistas abriram as portas de seus estúdios no Brooklyn para visitação. Nessa edição rolou até uma mini-feira, a Bushwick Basel.
O endereço oficial do Fortress to Solitude é www.fortresstosolitude.com, mas a gente tem também uma página no facebook e um tumblr. Passem lá e nos deixem um alô!
A exposição e o festival encerraram ontem, mas se alguém estiver na cidade e quiser visitá-la, entra em contato que a gente marca um horário.
Llyn Foulkes é sanguinolento e impiedoso. Numa reação violenta e contestatória aos desvarios do mundo moderno, ele mutila suas figuras. Artista da cena Pop de Los Angeles dos anos 60, Foulkes mistura imagens de revistas e personagens de desenhos animados, normalmente da Disney, que ele tanto abomina. À maneira de Francis Bacon, Foulkes reage ferozmente sobre as colagens, decepando corpos e sangrando cabeças. Llyn Foulkes: Bloody Heads apresenta alguns trabalhos dessa série, que o artista desenvolve há mais de dez anos. Na Kent Fine Art, até 17 de dezembro.