Últimos dias pra conferir a retrospectiva dos primeiros anos de Keith Haring, em cartaz no Brooklyn Museum até domingo, dia 08. Keith Haring 1978-1982 cobre o período em que o artista começou a desenvolver sua linguagem visual, de iconografia simplificada e quase infantil, tanto no estúdio, quanto nas ruas de Nova York. A mostra exibe mais de uma centena de cartazes, desenhos, vídeos, fotografias, diários, e até painéis retirados do metrô, a maioria, raramente exibidos. A exposição desvenda uma fase altamente sexualizada e política do artista, em que ele já empregava conscientemente a simbologia que se tornaria sua marca registrada nos anos seguintes. Keith Haring 1978-1982 surpreende especialmente porque revela não só a consistência do traço, mas também a clareza de conteúdo e objetivos dos projetos de Haring desde o princípio, característica que o definiu como um dos artistas mais importantes e populares da nossa geração.
O Brooklyn Museum e a Keith Haring Foundation tiveram a iniciativa espetacular de fazer um tumblr com os diários do Keith Haring. Pra acompanhar a exposição de trabalhos do início da carreira do artista, que abre depois de amanhã no museu, a fundação vai publicar uma página dos cadernos por dia, até o final da mostra, dia 8 de julho. Raríssima oportunidade de se poder bisbilhotar o processo criativo de um artista assim, sequencialmente e tão de pertinho.
Eu que me achava a bacaninha do bairro por ter uma bici toda retrô, vermelha e branca, fui desavergonhadamente humilhada ontem à tarde no Brooklyn Museum pela criação do Benjamin Bowden. Parte da exposição “Thinking Big: Recent Design Acquisitions”, Spacelander Bicycle é uma maravilha do design do pós-guerra. Desenhada em 1946, mas só manufaturada em 1960, infelizmente ela nunca foi sucesso de vendas, e só umas 500 unidades chegaram nas mãos de espertos clientes.
As fotos mostram a versão original, num vermelhão-cheguei, e como ela tá hoje, rosa fosforescente desbotada.
Ainda sobre a reOrder no Brooklyn Museum, esse video da montagem dá uma idéia bem melhor de como o espaço é lindo.
Minhas fotos não fazem jus ao ambiente maravilhoso que o Situ Studio criou pro Great Hall do Brooklyn Museum. Chamada de reOrder, a instalação não é só pra ser vista, mas também tocada, sentida e até sentada. É um espaço pros visitantes se encontrarem, relaxarem, onde eventualmente acontecerão exposições temporárias, palestras e performances. Pra mim, é uma deliciosa floresta de cogumelos gigantes.
O verão tá chegando (arram, aonde?) e nos próximos quatro meses os museus abrirão seus main halls e jardins pra shows e performances. No Brooklyn Museum, de abril a junho e sempre uma vez por mês, vai rolar o AUDIOPHILE Concert Series, com bandas, djs e artistas do Brooklyn mesmo. Entendeu, né, a idéia é promover a comunidade.
Nessa sexta-feira rola MNDR, que é divertida e rebolante, e NewVillager, que assinam esse clipe sensacional ae de cima!
