Sempre associei o pintor norte-americano Ellsworth Kelly a suas abstrações geométricas simplificadas, porém vibrantes, dos anos 50 e 60. Foram elas que lhe trouxeram reconhecimento, e são elas que normalmente aparecem nos livros de arte que dão conta do movimento abstracionista de Nova York dessa mesma época. O que eu desconhecia, e que a atual exposição Ellsworth Kelly Plant Drawings no Metropolitan Museum belamente me elucidou, é que Kelly desde os anos 40, quando morou em Paris e estabeleceu seu estilo, busca inspiração para suas pinturas em plantas e formas orgânicas da natureza. A partir de profundas observações, o artista cria desenhos cujas estruturas ele reduz a meros contornos. São traços únicos em grafite, que se tornaram mais titubeantes, mas não menos coesos, ao longo das décadas. Em cerca de oitenta obras, Plant Drawings revela a unidade e a solidez de Kelly tanto com o lápiz, quanto com o pincel.
Em cartaz no MET até 3 de setembro.