1. É difícil categorizar o trabalho de Richard Artschwager que, desde os anos 60, tem criado arte que transita entre o Pop, o Minimalismo e a Arte Conceitual. Partindo de temas populares e materiais banais, como fórmica e Celotex, Artschwager transveste esculturas em mobiliário, mobiliário em pinturas, pinturas em protuberâncias de parede. O que se espera ser bidimensional, o artista faz ocupar o espaço a partir de texturas e ilusionismo. Inversamente, a tridimensionalidade é achatada em cantos e superfícies planas e improváveis do espaço.

    Vista em conjunto na recente retrospectiva no Whitney Museum, a obra de Artschwager se revela astuta, espirituosa e intrigante. Entender a inutilidade desses objetos que se disfarçam de arte exige uma aproximação mais direta e mais aberta do espectador. Exclamation Point (Chartreuse), de 2008, um ponto de exclamação amarelo gigante que encerra a mostra atesta que arte, para Artschwager, não passa de uma grande interjeição, o resultado da nossa reação de supresa e maravilhamento frente à ela. 

    A retrospectiva de Artschwager fica em cartaz no Whitney só até domingo, 03 de fevereiro.

     
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