1. Andei um tanto dispersa e displicente por aqui, eu sei. Acho que não cheguei a desejar feliz ano novo, né? Quanta grosseria, desculpae, foi mal mesmo. Acontece que saí de férias pro Brasil há um mês e resolvi me desconectar por completo. Nada de tumblr, facebook, twitter ou qualquer outra mídia que me fizesse sociável. Nada de arte também. Tive uma overdose tão extasiante com o assunto no semestre passado, meu primeiro no mestrado em História da Arte, que resolvi dizer yes pro rehab durante o verão. Troquei o museu pela praia, desopilei da internet, e acabei ocupando os neurônios com um monte de filme besta, literatura chinfrim, e conversa mole. Virei bicho do mato sem a menor vergonha na cara e não faço ideia do que aconteceu em Nova York nessas últimas quatro semanas. Então já era, passou, gone. 

    O que importa é que eu tô de volta e passei os últimos dias no garimpo. De imperdível e urgente já descobri que rola desde a semana passada uma mostra de cinema No Wave no Museum of Arts and Design, carinhosamente apelidado de MAD Museum. Tô aqui me rasgando porque perdi The Blank Generation, clássico filme DIY do diretor Ivan Kral que narra o nascimento do punk em Nova York, e Downtown ’81, de Edo Bertoglio, sobre o Basquiat e a cena de arte do início dos anos 80. As duas projeções foram em película, o que de fato justifica meu suicídio. 

    Mas nem tudo tá perdido, e nos próximos dois finais de semana a programação conta com Stranger than Paradise (Jim Jarmusch), Born in Flames (Lizzie Borden), Underground USA (Eric Mitchell), They Eat Scum (Nick Zedd), e Goodbye 42nd Street (Richard Kern).

    Os horários da sessões, com suas respectivas sinopses, estão no site do MAD Museum. Mais sobre cinema No Wave, aqui

     
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