NYartRider

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Programinha fotográfico pra acompanhar a previsão do tempo nesse final de semana, que promete dias quentes e ensolarados. Começa hoje em DUMBO o New York Photo Festival, que desde 2008 reune artistas, curadores, estudantes e diletantes pra discutir e exibir fotografia. Ano passado eu acompanhei de perto os cinco dias do festival, cujo tema tratou essencialmente de fotojornalismo. Nessa edição, os curadores discutem os limites entre arte e documentário na fotografia. A lista de exposições e palestras já está no site. A dica boa é que ao contrário dos anos anteriores, a entrada para as mostras é gratuita. As palestras, no entanto, são pagas. 

No vídeo, Sinfonia Antarctica (The Book of Ice), que o artista, curador e dj Paul D. Miller, aka DJ Spooky, That Subliminal Kid apresenta na sexta-feira.

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    • #fotografia
    • #DJ Spooky
  • 3 hours ago
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Harmony & Discord é o resultado da primeira residência artística de Shepard Fairey no renomado estúdio da Pace Prints em Nova York. O processo, que começou no ano passado, culmina com a exposição de silkscreens e algumas das matrizes de impressão que Fairey usou pra criar a base das prints. Em todas, ele adicionou ainda múltiplas camadas de colagem, stencil e retoques à mão.

Em Harmony & Discord, Fairey continua o tom de protesto contra o sistema político-econômico americano que é característico de sua obra desde a época em que marcava espaços públicos ilegalmente. No entanto, ao retrabalhar símbolos próprios já amplamente divulgados, e homenagear diretamente a linguagem de Roy Lichtenstein, Fairey criou uma série que é antes de mais nada Pop, atraente e apela ao consumismo. Fica a dúvida e a crítica, talvez a mais efusivas em relação ao seu trabalho, se Fairey ainda consegue transmitir a mesma mensagem politizada de anos atrás, quando lançou o manifesto OBEY.  

Pra quem não sabe, Fairey é o artista responsável pelo poster Hope, imagem ícone da primeira campanha do Obama, e pela intervenção no mural da Bowery em 2010. Nesses meses por aqui, ele também espalhou stickers pelos postes e sinaleiras da cidade. 

Harmony & Discord fica em cartaz na Pace Prints de Chelsea até 16 de junho.

    • #shepardfairey
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  • 2 days ago
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O carioca Ernesto Neto nos convida a desacelerar o passo e a brincar ou relaxar em Slow iis goood, atual exposição na Tanya Bonakdar Gallery. Nos dois andares da galeria, Neto montou suas habituais estruturas orgânicas, que aludem ao interior do corpo humano, e com as quais podemos interagir. Feitas de redes de crochê e bolas de plástico, as instalações têm um que de praia e um que de infância. Enquanto as redes remetem à decoração de casas litorâneas, as bolas fazem referência às áreas de recreação de shopping centers. Neto brinca com nossa memória afetiva e, ao pendurar vasos com plantas e temperos, cujos aromas inundam o espaço da galeria, transforma Slow iis goood numa experiência sensorial completa. 

Slow iis goood fica em exposição na Tanya Bonakdar Gallery até 25 de maio.

    • #Ernesto Neto
    • #Tanya Bonakdar Gallery
    • #instalacao
  • 5 days ago
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Ao lado de David Bailey e Terry Donovan, Brian Duffy completou o tripé de fotógrafos que revolucionou a Swinging London dos anos 60. Juntos, eles foram responsáveis por ditar o que era cool de se ver e se vestir, reinventando a cara e os modos de uma geração inteira. Depois de clicarem as minisaias da Mary Quant, os penteados do Vidal Sassoon, e a androgenia de Twiggy e David Bowie, os três causariam tal impacto que o mundo nunca mais seria o mesmo. Algumas dessa imagens icônicas fazem parte da exposição Duffy: Photographs, em cartaz na livraria e galeria Clic, no Soho, até 3 de junho. Exibidas pela primeira vez, depois que alguns negativos foram salvos do incêndio a que o próprio Duffy submeteu seus arquivos, as fotografias reproduzem o espírito mod e glamouroso que viu nascer o rock n roll. 

    • #fotografia
    • #Brian Duffy
    • #Clic Bookstore and Gallery
  • 1 week ago
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Conheci o trabalho do Ryan McGinley em 2010, quando me tornei assistente do Peter Hay Halpert, colecionador e dealer da Peter Hay Halpert Fine Art aqui em Nova York. Foi o Peter quem descobriu McGinley há doze anos atrás, quando ele e outros formandos da Parsons School of Design bateram na porta da galeria pedindo apoio para montarem a exposição de encerramento do curso. De imediato, o Peter passou a representar McGinley, e em três anos ele se tornaria o fotógrafo mais jovem a ter uma individual no Whitney Museum. Chamar a carreira de McGinley de meteórica é certamente um eufemismo. Fotografando seus amigos do Brooklyn, quase sempre hipsters e pelados em meio a paisagens idílicas, McGinley se tornou uma sensação do dia para a noite, passando a transitar entre o mundo da arte, da moda, e da publicidade.

Em sua mais recente individual na Team Gallery, inaugurada com uma block party que fechou a Grand Street no Soho na última quarta-feira, McGinley trocou o meio do mato pelo estúdio. Como de praxe, ele largou bicharada e modelos juntos em frente à lente e clicou a improvisação. Não é a primeira vez que McGinley fotografa animais interagindo com humanos, mas é certamente a primeira vez que ele faz uma série inteira num ambiente tão controlado e tão colorido. Animals é talvez seu trabalho menos espontâneo e mais formal, em que ele se detém especificamente em detalhes e curvas do corpo estático, ao invés de capturá-lo em movimento. Os animais são as estrelas da série e são eles que se movem, servindo os modelos de meros acessórios pra diversão dos bichanos. As composições são vibrantes e, no mínimo, inusitadas.

A exposição continua na galeria da Wooster Street com Grid, série de close-ups de jovens se divertindo extasiados em shows de rock, que McGinley fotografou ao longo de quatro anos. Animals e Grid ficam em cartaz na Team Gallery até 2 de junho. 

    • #Ryan McGinley
    • #Team Gallery
    • #fotografia
  • 1 week ago
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John Chamberlain extraiu beleza e poesia de materiais aparentemente grosseiros e pouco maleáveis. Trabalhando com sobras de automóveis, o artista criou imponentes abstrações livres no espaço, desafiando o conceito clássico de escultura em pedestal. Contemporâneo de Jackson Pollock e Willem De Kooning, Chamberlain é seguidamente associado ao expressionismo abstrato, mas sua direta alusão a objetos descartáveis e ao culto a automóveis já o incluiu entre os artistas do movimento Pop. Nenhuma das duas categorizações, no entanto, dá conta da complexidade da prática de Chamberlain.

Organizada cronologicamente, a exposição John Chamberlain: Choices revisa a obra do artista desde 1956, ano em que se mudou de Chicago para Nova York, até o final do ano passado, antes de falecer. Choice trata de escolhas, feitas tanto pela curadora Helen Hsu, que precisou selecionar as obras a serem exibidas, quanto pelo próprio Chamberlain, que objetivamente elegia formas, tamanhos e cores ao compor cada peça. O encaixe era a parte vital do processo; era a busca da combinação perfeita, da estrutura que daria sustenção ao todo. Impecavelmente distribuídas pelo prédio de Frank Lloyd Wright, as obras atestam que é o perfeito encaixe que as fazem parecer tão leves e elegantes.

 John Chamberlain: Choices fica no Guggenheim só até 13 de maio.

Fotos: Guggenheim Museum

    • #guggenheim
    • #John Chamberlain
    • #escultura
  • 2 weeks ago
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De todo o cânone modernista, O Grito, do expressionista Edvard Munch, talvez seja a obra mais imitada, reproduzida e comercializada mundo afora. Semana que vem, uma das quatro versões executadas pelo artista entre 1893 e 1895, a única ainda numa coleção particular, vai a leilão na Sotheby’s daqui de Nova York. Quem não tem planos de ir até a Noruega visitar a versão mais famosa, pode conferir a prévia do leilão de Arte Moderna e Impressionista, da qual O Grito faz parte, de hoje a quarta-feira que vem. O martelo bate no dia 2 de maio, à noite. 
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De todo o cânone modernista, O Grito, do expressionista Edvard Munch, talvez seja a obra mais imitada, reproduzida e comercializada mundo afora. Semana que vem, uma das quatro versões executadas pelo artista entre 1893 e 1895, a única ainda numa coleção particular, vai a leilão na Sotheby’s daqui de Nova York. Quem não tem planos de ir até a Noruega visitar a versão mais famosa, pode conferir a prévia do leilão de Arte Moderna e Impressionista, da qual O Grito faz parte, de hoje a quarta-feira que vem. O martelo bate no dia 2 de maio, à noite. 

    • #O Grito
    • #Sotheby's
    • #Edvard Munch
    • #auction
  • 2 weeks ago
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Se alguém passou por Nova York nesses últimos dois meses e topou com alguns desses outdoors distribuídos pela cidade, saiba que não eram anúncios pra vender cama ou colchão, mas sim uma extensão da mostra Print/Out, em cartaz no MoMA até 14 de maio. A exposição investiga a produção contemporânea de gravuras e arte impressa, apresentando artistas que exploram não só múltiplas técnicas, mas também usos diversos de mídias cuja principal característica é a reprodutibilidade. 

A obra impressa nos outdoors foi concebida pelo pós-minimalista Felix Gonzales-Torres em 1991, logo após seu companheiro Ross Laycock falecer de AIDS. Ao fotografar a cama do casal, exibindo a própria privacidade, o artista não só presta homenagem a Laycock, mas também traz à tona questões sobre a transitoriedade da existência e a discriminação contra formas de relacionamentos não-institucionalizadas. Gonzales-Torres permite que o espectador mentalmente ocupe a cama como desejar, mas revela que a partir de então, as marcas de ambos os corpos só poderão ser reproduzidas por fotografias. 

Gonzales-Torres originalmente espalhou 24 outdoors pela ilha. Dessa vez, o MoMA optou por apenas seis, espalhados entre Manhattan, Queens e Brooklyn, além do painel na entrada da exposição.

    • #moma
    • #arte publica
    • #Felix Gonzales-Torres
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  • 2 weeks ago
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A exposição Lingerie exibe imagens que a americana Lillian Bassman fotografou para as páginas da Harper’s Bazaar nas décadas de 40 e 50, época em que trabalhou sob o comando do renomado diretor de arte Alexey Brodovitch. São fotografias que paradoxalmente reinforçam noções de feminilidade em ambientes domésticos, contradizando a própria experiência de vida da artista. Nascida numa família de intelectuais liberais, Bassman teve a liberdade de escolher caminhos atípicos e de assumir papeis opostos aos que transpunha no negativo. Foi modelo vivo, ilustradora e designer de tecidos, até se dedicar integralmente à fotografia. Bassman tampouco seguia tendências de moda, optando por se vestir com calças e camisas masculinas. Com sua obra, no entanto, ela revolucionou a maneira de fotografar lingerie. Estimulada pelas mudanças drásticas que a moda sofria no período do pós-guerra, a artista inovou nas poses (que elegantemente seguiam as regras do mercado e escondiam o rosto da modelo), e no grau de intimidade que ela conseguia transmitir em cada clique.

Em Lingerie, é possível conferir um pouco do processo de Bassman em quatro contatos fotográficos, originais e marcados pela artista. Percebe-se principalmente como a sutileza na direção de cada pose altera dramaticamente a intenção da imagem. O restante da mostra contém cópias contemporâneas, cujos negativos a artista retrabalhou com um assistente até fevereiro passado, quando veio a falecer. Bassman reinventou e atualizou a própria arte tanto no laboratório quanto no Photoshop, misturando químicos, alterando o contraste, aplicando filtros. Porém, são os negativos inalterados, refletindo a luz, a modelo e o estúdio em estados cru, que hoje mais fazem jus ao trabalho impecável da fotógrafa.  

Lingerie fica em cartaz na Staley-Wise Gallery até 26 de Maio. 

    • #Lillian Bassman
    • #Staley-Wise Gallery
    • #fotografia
  • 3 weeks ago
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A exposição acabou ontem, mas o post ainda tá valendo, já que muitas das ilustrações super-coloridas e super-bacanas do nova-iorquino David Cook continuam à venda no site da Cotton Candy Machine, a galeria e art boutique da Tara McPherson. Clica pra ver detalhes (e preços) de cada obra!

    • #cotton candy machine
    • #David Cook
    • #ilustração
  • 1 month ago
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As esculturas do Venezuelano Rafael Barrios parecem, mas não são. De longe elas parecem tridimensionais, mas uma voltinha no canteiro e a gente descobre que elas são de fato estruturas planas. Feitas de aço inoxidável e cobertas com tintas sensíveis à luz, as obras ganham cores ainda mais vibrantes em dias ensolarados. Ao todo são nove peças, todas abstrações geométricas, o que ajuda a reforçar a ilusão de ótica. Barrios espera que as esculturas chamem a atenção e divirtam tanto pedestres quanto motoristas.

Até junho, quem passar pela Park Avenue entre as ruas 50th e 67th pode esfregar os olhos pra ter certeza de que não está vendo coisa! 

    • #Rafael Barrios
    • #escultura
    • #Park Avenue
  • 1 month ago
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Parece que pra conceber Train o megalomaníaco Jeff Koons andou bem mais do que se inspirando na criação de Eric Wesley, artista de LA que obviamente não chega perto dos holofotes que abrilhantam Koons. O projeto de $25 milhões do ex da Cicciolina prevê suspender por um guindaste a réplica de uma locomotiva a vapor. Depois de se tornar financeiramente inviável pro Los Angeles County Museum of Art (LACMA), a obra está sendo (de novo) cotada pra vir pairar sobre Nova York, mais especificamente sobre a High Line, aquele simpático parque construído sobre, vejam QUE sacada, uma antiga linha férrea! Sério mesmo?! Sério mesmo. É esperar e torcer (contra).

penisennui:

can we just talk about how Jeff Koon’s public art train sculpture (which LA was supposed to get but now maybe NYC?) appears to be a rip off of much less famous artist Eric Wesley’s public art subway (the model of it I saw at MOCA was dated 2008)

(via klatschmag)

Source: penisennui

    • #high line
    • #Jeff Koons
    • #Eric Wesley
    • #LACMA
  • 1 month ago > penisennui
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Programação de fotografia intensa nesse próximo final de semana. De amanhã até domingo acontece a AIPAD, feira dedicada exclusivamente ao meio. Consegui conferir as duas últimas edições e sempre rola uma mistura bacana de fotógrafos clássicos e contemporâneos, além de ótimas conversas com fotógrafos, curadores e colecionadores. Com um bom olho e um bolso cheio, dá pra encontrar vintage prints de Cartier-Bresson, Walker Evans ou Diane Arbus. Pra mim, o divertido mesmo é descobrir galerias e fotógrafos novos, dos mais diversos cantos. 

Se a AIPAD não cansar as pernas, as principais auction houses exibem ainda as prévias dos leilões de fotografia. Valem a visita a Phillips de Pury e especialmente a Swann, que põe à venda a coleção não só de fotos, mas também de livros e posters de cinema do produtor e diretor Gary Winick, falecido no início do ano passado. Mesmo que os preços dos leilões de fotografias não se comparem aos de arte moderna e contemporânea, tô bem curiosa pra ver se alguém vai conseguir bater o record controverso da última temporada, que arrematou $4.3 milhões pra Rhine II, do fotógrafo alemão Andreas Gursky.

    • #AIPAD
    • #Swann Auction Galleries
    • #Gary Winick
    • #Andreas Gursky
    • #auction
  • 1 month ago
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Semana passada, a caminho da New York Public Library, vi esse David dourado passar por mim. Pensei que o destino era algum hotel cafona da Times Square ou os casinos de Atlantic City. Pois hoje descubro que a estatueta prima do Oscar é na verdade obra do artista turco Serkan Özkaya, que recriou a obra-prima de Michelangelo numa versão duas vezes mais vitaminada que a original. David (inspired by Michelangelo) é pra ser vista assim, no caminhão mesmo, rodando a cidade. Ao se apropriar do trabalho alheio, Özkaya questiona noções de autoria e reprodutibilidade em arte, prática que vem lá dos anos 10 com Duchamp, mas que ganhou mesmo força no anos 80 com a turma da Sherrie Levine e da Barbara Kruger. Independente do discurso, e da monumental breguice, só em Nova York pra eu dar de cara com arte na saída do metrô, às dez da matina. 
(foto: politics war)
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Semana passada, a caminho da New York Public Library, vi esse David dourado passar por mim. Pensei que o destino era algum hotel cafona da Times Square ou os casinos de Atlantic City. Pois hoje descubro que a estatueta prima do Oscar é na verdade obra do artista turco Serkan Özkaya, que recriou a obra-prima de Michelangelo numa versão duas vezes mais vitaminada que a original. David (inspired by Michelangelo) é pra ser vista assim, no caminhão mesmo, rodando a cidade. Ao se apropriar do trabalho alheio, Özkaya questiona noções de autoria e reprodutibilidade em arte, prática que vem lá dos anos 10 com Duchamp, mas que ganhou mesmo força no anos 80 com a turma da Sherrie Levine e da Barbara Kruger. Independente do discurso, e da monumental breguice, só em Nova York pra eu dar de cara com arte na saída do metrô, às dez da matina. 

(foto: politics war)

    • #Serkan Özakaya
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  • 1 month ago
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Soto: Paris and Beyond, 1950-1970 oferece a chance rara, e provavelmente única, de se ver obras do artista venezuelano Jésus Soto em Nova York, quiçá nos Estados Unidos. A culpa é de Hugo Chávez, que tem atravancado não só as relações diplomáticas e econômicas com o governo yankee, mas tem também complicado muito a vida de curadores e colecionadores de arte latino-americana do seu país. Ao que tudo indica, essa será a última vez que as obras de Soto cruzarão as fronteiras pro lado de cá. Isso sem dúvida aumenta a urgência da retrospectiva do artista que viveu a maior parte de sua vida em Paris, apesar de ter mantido um diálogo aproximado com a Venezuela e com os movimentos concretos da América Latina ao longo de sua carreira.

A exposição é abrangente e acompanha cronologicamente as diferentes fases de Soto. Da abstração geométrica, cuja influência direta veio de Mondrian, à imaterialidade, que se desenvolveu da aproximação do artista com os Nouveaux Réalistes franceses, os exemplos evidenciam a preocupação de Soto com a sensorialidade e o engagamento do público. Do conjunto exibido, as obras cinéticas, que enganam a percepção visual e fisicamente nos obrigam a andar de um lado pro outro pra captar o movimento, foram disparadas as minha favoritas.

Urgente e imperdível, na Grey Gallery, galeria da New York University, só até 31 de março. 

    • #Grey Gallery
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  • 1 month ago
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Arte em Nova York.

AboutME: Art historian de profissão, publicitária de formação e fotógrafa por empurrão. Curiosa de matar, persistente de irritar, art gallery addicted e bibliômana confessa. Morei em Porto Alegre, Londres, Paris e no mar. Hoje em dia navego o NYC subway atrás de arte que me arrepia a nuca e embrulha as tripas.

(background photo: Steven Siegel)
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